Seminário aborda uso da inteligência territorial em ameaças fitossanitárias

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A Embrapa Gestão Territorial (Campinas, SP) e Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) realizarão, em 14 de abril, o segundo seminário sobre ameaças fitossanitárias – vigilância e controle territorial, em Jaguariúna, SP, no auditório da Embrapa Meio Ambiente. Serão apresentadas informações sobre ações governamentais de controle de entrada de pragas exóticas, de estruturas de apoio e de resultados de trabalhos que subsidiam o planejamento, em base territorial, de medidas de vigilância e controle dessas ameaças.

Serão abordadas propostas de ações de inteligência territorial para vigilância e controle, como base de políticas, planos e programas governamentais e de setores do agronegócio brasileiro”, explica um dos coordenadores do evento, Luiz Alexandre Nogueira de Sá, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.

De acordo com Rafael Mingoti, coordenador pela Embrapa Gestão Territorial, “a agricultura está presente em grande parte do território nacional e gera grandes desafios, que vão desde questões técnicas, como adaptação a diferentes condições edafoclimáticas, até questões voltadas a infraestrutura de transporte da produção e de insumos”.

Ainda conforme Mingoti, “a grande variabilidade das condições climáticas promove também o aumento do número de pragas que podem se estabelecer ao longo do país e causar grandes prejuízos às produções agrícola, pecuária e florestal. Além de ampla variedade de pragas nas mais diversas culturas, já identificadas, há ainda um grande número de pragas exóticas que podem vir a causar prejuízos. De modo a evitar esse ingresso, o país conta com o serviço de defesa agropecuária nos níveis federal e estadual”.

O sucesso no controle da entrada delas evita prejuízos de bilhões de reais ao ano e depende de informações em base territorial que subsidiem as estratégias de monitoramento e controle de programas governamentais e de setores do agronegócio brasileiro.

Na Defesa Agropecuária Federal, de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os programas e ações ocorrem nas fronteiras nacionais e também em portos e aeroportos. Devido a extensão do país e aos diferentes riscos existentes ao longo do território, há a necessidade de se aplicar a inteligência territorial para realizar uma priorização desses programas e ações, utilizando banco de dados georreferenciados e mapas temáticos.

De modo a apoiar a definição de estratégias nos programas e ações de Defesa Agropecuária Nacional, a Embrapa Gestão Territorial desenvolve trabalhos em parceria com a Embrapa Meio Ambiente as quais identificaram os locais mais susceptíveis à entrada e ao estabelecimento de diversas pragas exóticas. Dentre esses destaca-se os realizados para os insetos Helicoverpa armigera (Lepidoptera: Noctuidae), Chilo partellus (Lepidoptera: Pyralidae), Prodiplosis longifila (Diptera: Cecydomidae), Busseola fusca (Lepidoptera: Noctuidae), entre outros em andamento. Para isso, são consideradas as características específicas de cada praga e realizados, em aplicativos de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), cruzamentos das informações com as potenciais vias de acesso (rodoviário, aéreo e marítimo) na faixa de fronteira nacional e os de locais climaticamente mais favoráveis ao desenvolvimento da praga, considerando a presença das principais culturas hospedeiras.

As informações já disponíveis a respeito desses insetos exóticos permitem indicar as condições mais favoráveis à sua ocorrência/estabelecimento, entre outros fatores relacionados à evolução da praga no território. Tais dados são subsídios importantes para apoiar ações de vigilância e programas de manejo integrado de pragas no país”, aponta Maria Conceição Pessoa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

A partir desses resultados poderão ser identificadas as áreas críticas para o monitoramento do ingresso de pragas e elaborados planos de contingência, minimizando os impactos negativos de pragas exóticas”, comenta Rafael Mingoti.

Programação

Abertura

Marcelo Morandi (Embrapa Meio Ambiente)

Claudio Spadotto (Embrapa Gestão Territorial)

Visão geral e principais desafios do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária na Faixa de Fronteira – Luís Eduardo Rangel (Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa)

Laboratórios de Quarentena Vegetal e Bancos de Germoplasma no Brasil – Abi Marques (Embrapa Quarentena Vegetal)

Riscos de entrada de pragas na região Norte do Brasil e seus desafios à pesquisa – Elisângela de Morais (Embrapa Roraima)

Avaliações numéricas e computacionais aplicadas à identificação de áreas para priorização de monitoramentos de pragas exóticas – Maria Conceição Pessoa (Embrapa Meio Ambiente)

Análises espaciais aplicadas ao planejamento do controle de ingresso e à estimativa do potencial de impacto de ameaças fitossanitárias para a agricultura nacional – Rafael Mingoti (Embrapa Gestão Territorial)

Inscrições pelo link http://www.fepaf.org.br/Cont_Default.aspx?curso=1186

Data limite: 8 de abril – alunos de graduação e pós-graduação – R$ 45,00, profissionais – R$ 90,00

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