Programa de Educação Continuada do Idoso promove palestra abordando a saúde e proteção ao idoso

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Dia 15 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Prevenção Contra a Violência à Pessoa Idosa, sendo o objetivo dessa data muito importante para abordar com os idosos e com a sociedade.  Pensando nisso, a professora e Dra. Elisandra Villela Gasparetto Sé coordenadora do Programa de Educação Continuada do Idoso do Centro Universitário de Jaguariúna ministrou a palestra “Velhice e Violência: Uma Realidade Oculta”, no dia 12 de junho.

Quando se fala em violência contra as pessoas idosas, pensa-se imediatamente na física, mas esta não é a única, pois há inúmeras formas de violência, manifestando-se como psicológica, financeira, verbal, sexual, pode ser familiar, social, institucional, estrutural e pode resultar de atos de omissão e negligência.

A violência contra a pessoa idosa se caracteriza por ações ou omissões cometidas única ou repetidamente, prejudicando a integridade física e emocional da pessoa idosa, impedindo o desempenho de seu papel social. Mesmo com a conquista do Estatuto do Idoso, os idosos continuam a ter seus direitos desrespeitados, sofrem abusos e negligência, sendo necessária a conscientização e a busca pelos seus direitos.

“Envelhecer é um processo inerente a todos os seres humanos que se inicia na concepção e perpassa todos os dias de nossas vidas. A cada instante tornamo-nos mais velhos que no momento anterior. Todos envelhecemos e os mais jovens um dia serão os idosos de seu tempo”, destaca a docente Elisandra.

 FORMAS DE VIOLÊNCIA: 

VIOLÊNCIA FÍSICA: Dizem respeito ao uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocando dor física, incapacidade ou morte.

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA: Correspondem a agressões verbais ou gestuais com o objetivo aterrorizar os idosos, restringir sua liberdade, oprimi-los ou isolá-los do convívio social.

VIOLÊNCIA SEXUAL: São atos de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses agravos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.

ABANDONO: É uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de cuidados e proteção.

NEGLIGÊNCIA/OMISSÃO: Recusa ou omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma forma de violência mais frequente no país.

VIOLÊNCIA FINANCEIRA OU ECONÔMICA: Consiste na exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou ao uso não consentido por eles de seus recursos financeiros ou patrimoniais.

As principais vítimas são os idosos frágeis. A fragilidade em idosos caracteriza por uma síndrome biológica de restrição e resistência a fatores de tensão, resultado de deteriorações acumulativas dos sistemas fisiológicos múltiplos, e causando vulnerabilidade a resultados desfavoráveis, o que a diferencia de incapacidade.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a maioria dos idosos que sofrem violência são as mulheres com mais de 75 anos de idade com algum tipo de incapacidade e dependência física ou mental e 45% na faixa etária entre 75 a 90 anos. A maioria dos agressores são filhos e netos (50%).

Atualmente existem diversas leis que garantem o bem estar físico e financeiro do idoso, aplicando penas de detenção e multa para o responsável, como o abandono em casas de saúde ou a sua longa permanência e não prover as necessidades básicas da pessoa. Além disso, há a garantia financeira, sendo proibido apropriar-se ou desviar bens, proventos, pensão, documentos ou qualquer outro rendimento do idoso.

Este tema ganha visibilidade para os idosos, mas principalmente também para a Saúde Pública, porque diminuir o índice de morbimortalidade causada pelas formas mais frequentes de violência constitui um grande desafio para o setor da saúde. Nesta perspectiva, a gravidade da violência e a abrangência do tema exige que todos participem ativamente deste movimento.

ONDE DENUNCIAR:

CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social

Conselhos Municipais do Idoso

Conselhos Estaduais do Idoso

Polícia Militar 190

Disque Denúncia 181

Grupo de Atenção Especial de Proteção ao Idoso – Ministério Público do Estado de São Paulo – Tel.: 3119-9944 / 3119-9082/9083/ 9590

Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso

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